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Archives for Dicas Saúde category

Beneficios do Aloé Vera


Com extractos vegetais, essências e aloé vera, entre outros, os cosméticos
apelam cada vez mais a alegações naturais. Mas, muitas vezes, não passam
de estratégias para atrair os consumidores.

Embalagem verde, com uma flor ou árvore, nome a remeter para algo relacionado com a Natureza, alegação natural e, por vezes, um
suposto selo de certificação: é a receita de muitos fabricantes para se promoverem.

Um produto à base de ingredientes naturais pode ser considerado pelos
consumidores mais seguro e compatível com a pele, com propriedades especiais e menor impacto ambiental.Mas, em muitos casos, trata-se apenas de marketing. Nem contêm apenas ingredientes naturais, nem foram
certificados por nenhuma entidade.Analisámos a rotulagem e a lista de
ingredientes de mais de 30 produtos para o duche, champôs e cremes de rosto e corpo, à venda em hipermercados, lojas especializadas e dietéticas, perfumarias e por catálogo. As alegações abundam,mas as provas na lista de ingredientes são bem menores.

Químicos escondidos:

Os cosméticos que analisámos podem ser
divididos em três categorias. Primeiro,
figuram os que têm sobretudo substâncias
naturais e até provenientes da agricultura
biológica. Excluem alguns conservantes,
corantes e outros ingredientes de origem
sintética. Alguns são certificados por
entidades independentes. Depois, aparece
um grupo que alia as substâncias naturais
aos ingredientes sintéticos usados nos
cosméticos tradicionais. Por fim,
descobrimos produtos com muitos
ingredientes sintéticos e poucos naturais.
E, com frequência, a concentração desses escassos ingredientes naturais é fraca.
Mas natural, biológico e orgânico não
remetem para a mesma realidade.
Um ingrediente natural pode ser
proveniente da agricultura convencional.
Já os orgânicos ou biológicos devem ser
originários apenas da agricultura
biológica.
Porém, ao contrário do que acontece com
os produtos alimentares, não há legislação
que determine as características de um
cosmético “natural” ou “biológico”.
Além disso, é importante desfazer alguns
mitos: os produtos naturais nem sempre
são tão agradáveis de aplicar nem têm um
perfume tão atractivo. Podem ainda
apresentar um prazo de validade inferior,
pela ausência de conservantes.
A probabilidade de contaminação
microbiológica é, pois, superior.
Ao nível da tolerância na pele,
substâncias naturais também não são
sinónimo de segurança, dado não estarem
livres de provocar alergias em alguns
indivíduos. A directiva europeia que rege
os cosméticos estabelece os ingredientes
naturais e sintéticos que podem ser usados
nas fórmulas e o limite das concentrações.
Muitos já identificados como alergénicos,
que têm de ser mencionados no rótulo,
são de origem natural.
Fabrico nas brechas da lei
A anarquia de termos e alegações tem
uma explicação. A mesma directiva não
define um produto natural nem os
ingredientes que pode conter. E muitos
fabricantes usam a omissão a seu favor.
Também não existe legislação que impeça
o recurso a alegações naturais, ainda que
os produtos tenham uma maioria de
substâncias sintéticas.
Mas, mesmo sem lei, mantém-se o dever
de informar o consumidor de forma verdadeira e transparente.
Como muitos fabricantes fazem tábua
rasa desta regra, dê menos crédito à
linguagem publicitária e preste mais
atenção à lista de ingredientes.
Tão-pouco o facto de uma loja ou marca
se dizer natural deve ser encarado
como garantia.
Outra questão interessante é o facto de
alguns produtos efectivamente biológicos,
inclusive certificados, abusarem na
quantidade de embalagem, como pode
ver acima.
Os organismos de certificação só exigem
que os materiais tenham um impacto
ambiental reduzido. Não focam a questão
da produção excessiva de resíduos, uma
falha grave.

Existem cosmeticos em aloé vera que apesar de tudo, pouco têm a ver com o produto e que são anunciados com produtos dieteticos.


Fonte: Proteste

Olho Vermelho

olhovermelho

O olho vermelho, sintoma associado a várias perturbações oculares,é comum e responsável por 60% dos produtos receitados, para uso
tópico. Na maioria dos casos, é passageiro e não requer cuidados especiais. Consulte um médico se sentir dores, notar uma redução da
visão e sensibilidade à luz.

Sem dores ou perda de visão, em princípio, o problema deve-se a
uma conjuntivite, hemorragia conjuntival ou olhos secos.
A conjuntivite é uma infl amação da superfície ocular externa. Pode
ser infecciosa (bacteriana ou viral, geralmente associada a constipações)
ou alérgica: por exemplo, ao pêlo dos animais, pólen, pó ou tratamento prolongado. A conjuntivite
alérgica é a mais comum, aparece sobretudo na Primavera e manifesta-se em 70% dos doentes
com rinite alérgica. As infecciosas são frequentes em crianças, pois o
sistema imunológico está em desenvolvimento.

Os sintomas são idênticos nas três
formas: olhos vermelhos e lacrimejantes,
secreções (amareladas
na conjuntivite bacteriana), pálpebras
inchadas e, por vezes, coladas
ao acordar. Tendo origem alérgica,
pode sentir comichão, espirrar com
frequência e corrimento do nariz.
Regra geral, a conjuntivite passa
com o tempo. Mas alguns cuidados
simples podem aliviar os sintomas
e evitar o contágio. Se sofre de conjuntivite
alérgica, ponha compres-sas embebidas em água fria sobre
os olhos. Beba mais líquidos, evite
o contacto com plantas, animais
com pêlo e almofadas de penas.
Quando possível, não saia de casa
durante as primeiras horas da manhã
e use óculos escuros na rua.
Tratando-se de uma forma infecciosa,
limpe os olhos com compressas
de água morna, evite coçá-
-los, lave as mãos com frequência e
substitua as fronhas e toalhas diariamente.
Se os sintomas persistirem,
o médico poderá receitar um
colírio, antibiótico tópico (bacteriana)
ou anti-histamínico (alérgica).